Não faça ginástica na' Wall Street Fitness', Belo Horizonte. Eles nos 'entopem' de spam, mensagens não solicitadas, às dezenas, DIARIAMENTE!

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TESTEMUNHOS

 

 

 

Aqui nesta nova página do site vou colocar os testemunhos que as pessoas enviarem sobre a maneira com que decidem dizer não à sociedade de consumo. É possível viver com pouco, é possível viver sem ser escravo das compulsões. É possível viver com Qualidade de Vida! Basta ser sensível aos apelos que seu próprio corpo, espírito, lhe faz. Basta ter olhos para ver, ouvidos para ouvir. A Natureza, seus filhos, seus amigos, a música, o ar que respiramos, o céu azul, uma cascata, uma flor.... as melhores coisas da vida ainda são de graça! Aproveite! E mande seu testemunho que terei prazer em colocar aqui. Faça parte desse povo que desperta e toma a própria vida em suas mãos, ao invés de ser mais um carneirinho no rebanho. Use sua criatividade, escute os seus apelos mais íntimos e seja feliz, fazendo feliz também os que te amam, os que convivem com você!

 

Testemunho 1:

"Prezados amigos,

Lendo a Revista Época 274, fiquei interessado em conhecer mais sobre vosso trabalho. Pesquisei e encontrei-os! Com certeza teremos muitas afinidades, pois me considero um "simples" de carteirinha, sem entretanto me reconhecer em 99,99% dos meus semelhantes. E isto é muito complicado!

Para que me conheçam, nasci em São Paulo - Capital, casei-me com 27 anos, fui empresário dos 21 até os 31, ganhava muito dinheiro, tinha muitos empregados, secretárias,  carros importados e tudo que o dinheiro pode dar, mas como bom paulistano, vivia dentro de um apartamentinho, no meio do cinza e da poluição. Qualidade de vida ZERO! Há quase 4  anos tomei a decisão que há muito vinha planejando: hoje tenho 35 anos, moro em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, ainda vivo em apartamento, mas por questão de segurança. Mesmo porque o meu fica de frente para a praia e é muito maior que o de São Paulo. Foi comprado com a venda do anterior e ainda me sobrou dinheiro, diga-se de passagem. Trabalho com o que gosto. As terças, quintas e sábados sou instrutor de pilotagem de competição, que é meu hobby. Veja só, hoje faço do meu hobby o meu trabalho! Mas as segundas, quartas e sextas, pratico um outro hobby, sou fazendeiro. Há um ano, tenho uma propriedade que fica a 50 quilômetros de onde moro, onde chego em 40 minutos. Paguei por ela muito menos do que pagaria por um apartamento em qualquer bairro classe média de São Paulo. Lá planejo construir uma casa rústica, de fazenda. Estou praticamente iniciando as benfeitorias, mas já implantei a horta e o galinheiro, de onde já retiro quase todas as leguminosas que consumimos em casa, além de alguns grãos, como o feijão e o milho, sem esquecer  dos ovos e dos frangos. Já temos também uma pequena criação de coelhos e uma de ovelhas. O próximo passo será  implantar o pomar e em seguida uma criação de gado de leite. Em casa não produzimos mais lixo, tudo é reaproveitado na propriedade, vira adubo. O único lixo "produzido" em casa são as fraldas da minha filha mais nova, mas logo ela sairá das fraldas, não é mesmo?. Almoço em casa todos os dias e não bebo mais refrigerante. Só água de coco ou sucos naturais de frutas colhidas na propriedade, que já possuía algumas fruteiras. Meu carro é uma Fiat Strada 2001 básica e tenho uma moto 125, com partida a pedal, que pretendo guardar como relíquia. Tudo muito simples. Minha filha mais velha, de 7 anos (a menor tem 1 aninho), não troca uma tarde na fazenda por um dia inteiro no shopping e isto me deixa muito feliz. Costumamos passar muitos domingos lá, onde eu providencio um saudável churrasco, na churrasqueira que eu mesmo construí e no entardecer comemos pizza cozida no fogão de lenha que também é obra minha, com um chá de capim cidreira colhido na hora. Creio que elas estão crescendo sem apego ao dinheiro, ao consumo. Eu não consumo praticamente nada, apenas o necessário para alimentação e higiene. Não vou a shopping, nem a cinema. Não vou ao Mc Donald's nem ao Bob's. Não compro mais CD's. Não compro roupas, uma peça muito de vez em quando e em caso de real necessidade. Compro um sapato quando o que estou usando fura. Na fazenda uso até hoje a mesma bota que comprei dias depois de ter adquirido a propriedade. Ela já soltou o solado duas vezes e eu fui ao sapateiro. Gastei R$ 2,00 para consertá-las. Estou muito feliz, ganhando menos da metade do que ganhava quando vivia em São Paulo, mas vivendo muito mais, ou melhor, agora estou vivendo!. Tenho tudo o que preciso, ou seja, minha mulher, minhas filhas,  meu trabalho, minha casa, um carro para me levar para onde eu preciso ir, sem que eu precise mostrá-lo para os outros e uma pequena propriedade para poder "aprender com a natureza!". Com a renda que ganhamos, pagamos nossas contas e quando sobra um dinheirinho extra, fazemos um passeio especial aqui por perto mesmo.

E agora estou feliz por saber que não estou sozinho neste mundo. Há mais alguém caminhando nesta estrada e como diz o ditado: se você sorrir, já seremos dois!

Gostaria muito, muito mesmo de conhecer um pouco mais sobre vocês e "aprender" ainda mais sobre "simplicidade", que não por acaso é uma palavra que rima com "felicidade'".

Aguardarei ansioso por um contato.

Felicidades.

Marcello Conrado (Débora, Natália e Giovana)
Parnamirim - RN "

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Testemunho 2 (Esse texto está também na página "Trabalho", mas ele é também um testemunho meu, por isso estou repetindo aqui, e acrescentando mais uma parte.

Uma palavrinha sobre o trabalho - doméstico, interminável, da dona de casa. Muitas vezes quando se pode ter uma ajudante, uma faxineira, ou uma empregada, paga-se caro, assina-se a carteira profissional, paga-se todos os direitos dessa pessoa e ficamos mal-servidas, insatisfeitas, não é assim? E como ficamos sem 'pegar no pesado' em casa, vamos pagar a academia para queimar as gordurinhas que vão se acumulando em nossa cintura, quadris, etc... Não tem jeito, temos que 'nos mexer', não é mesmo? Movimentar o corpo é essencial para a nossa saúde, física, mental e até espiritual. Bom, fiquei pensando, quantas pessoas sonham em ter sua casa para terem seu espaço, sua liberdade, etc. Mas, delegamos a outras pessoas cuidarem da nossa casa, e em geral o fazem de qualquer jeito, a 'seu' modo, e não ao nosso modo. Resolvi dispensar a moça da faxina. Claro que com 60 anos não tenho mais 'gás' para limpar tudo num só dia. Mas se a cada dia eu limpar uma parte da casa, ou por exemplo, uma janela hoje, outra amanhã; limpar um armário da cozinha num dia, no outro dia limpando outro, chega uma hora em que tudo vai estar limpo. Só não posso deixar acumular. Num dia por exemplo lavo dois banheiros. Pronto, não faço mais nenhum serviço 'pesado' nesse dia. No outro, lavo o piso da cozinha e o banheiro de serviço. Assim, devagar, sem me 'matar', vou conseguindo manter a casa limpa, e de sobra, economizo um dinheirinho que me permite fazer outra coisa, ajudar alguém, por ai. E de sobra, também, queimo umas calorias, me exercito, aumento o nível de endorfina, que nos dá o prazer e a alegria de viver, de poder cuidar das nossas coisas, com carinho e do jeito que gostamos. Experimente. Faça cada dia uma limpeza e você vai ver que até nossa força física aumenta, porque tudo na vida é um treino. Treinar para a vida. Em geral pensamos que trabalho doméstico nos diminui, pode 'parecer' aos outros que somos tão pobres e miseráveis que nem podemos ter uma faxineira. Mas e daí? Quem resolve como administramos nossa vida, nossa casa, não somos nós mesmos? Alguém paga suas contas? Pois eu estou mais feliz cuidando das minhas coisas, enquanto queimo umas caloriazinhas. Vá devagar e verá que em pouco tempo você consegue ficar sozinha, a não ser é claro que você tenha um problema de saúde que te impeça. Aí é outra estória e retiro tudo o que disse. Temos que ser humildes e aceitar a ajuda quando necessário.

Outra questão é a das prioridades. Todos temos as nossas prioridades e é importante estabelecê-las, para que a gente não se perca no meio do caminho. O que é mais importante para mim, pra minha família? Qual é nosso objetivo, onde queremos chegar, tudo isso precisa ficar claro para podermos caminhar com mais tranquilidade, sem nos estressarmos tanto.

Há dois anos me mudei de apartamento. O primeiro era onde eu pensei que ia passar o resto dos meus dias. Só que aconteceu de eu conseguir comprar outro a duras penas e me mudei. Mas, com tantas despesas, resolvi que, embora esse apartamento fosse 'zero', eu ia simplesmente carregar os armários do apartamento antigo, pois não tinha grana pra fazer novos armários, que custam os olhos da cara. Então, peguei a planta do apartamento novo, medi alturas, larguras, medi armários, etc.... chamei um marcineiro levei-o prá conferir e simplesmente adaptar os armários na nova morada. Eles estavam ainda bem conservados, tinham uns 10 anos e como me considero uma pessoa cuidadosa, dava pra aproveitar, até que eu tenha uns $$ para mudar tudo. Até hoje isso não aconteceu. Estou com os armários e como surgiram outras prioridades, vamos vivendo a vida sem estresse, porque há coisas mais importantes a fazer. Quando e se eu puder, então farei os novos armários, apropriados para esse novo espaço.

Simplicidade Voluntária é a gente simplesmente não se deixar levar por modismos, pela propaganda e usar o bom senso, a razão.

 

Mande também seu testemunho.

 

 

 

 

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