D.A.
DEVEDORES ANÔNIMOS
GRUPO LONDRINA DE D.A. - publicado aqui com autorizaçao. Obrigada pessoal de Londrina!
Programa de Desintoxicação Financeira


ORAÇÃO:


Concedei-nos, Senhor, a SERENIDADE necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, CORAGEM para modificar aquelas que podemos, e SABEDORIA para distinguir umas das outras.


DESINTOXICAÇÃO FINANCEIRA


Gastar compulsivamente, perseguir ilusões, ser conformista ou muro de arrimo, são algumas das principais atitudes financeiras nocivas à prosperidade. Aprenda com o GRUPO LONDRINA DE DEVEDORES ANÔNIMOS a diagnosticar esses comportamentos e a se livrar deles.


SÍNTESE:


Vícios de comportamento podem ser a explicação para aquelas pessoas que estão sempre enroladas quando o assunto é dinheiro. O livro "Money Drunk Money Sober - 90 Days to Financial Freedom" - "Embriagado com dinheiro, sóbrio com dinheiro - 90 dias para a independência financeira", pode ser um bom começo para resolver os problemas emocionais com dinheiro. Nele, o educador Mark Bryan e a jornalista Julia Cameron procuram ajudá-lo a diagnosticar seus vícios financeiros e propõem um programa de 12 semanas de desintoxicação. Para nós, do GRUPO LONDRINA DE D.A., este método funciona muito bem como um complemento ou roteiro de atividade prática para melhor aproveitamento dos "12 Passos de Devedores Anônimos".


1. Você esconde aquilo que compra? Ou é do tipo que está sempre para fechar o negócio que vai resolver de vez seus problemas financeiros? Faz da pobreza uma virtude? Ou não sabe dizer não ao companheiro quando o assunto é dinheiro? Seu trabalho lhe dá prazer? Ou só o salário?


2. É difícil encontrar alguém sem um nó a desatar na vida financeira. Só que, quando o problema assume as rédeas da vida de uma pessoa, ele deixa de ser um desvio. Vira um vício. A nosso ver, sempre que o dinheiro é visto como um princípio supremo, com força para destruir a carreira, a família e o amor próprio, a relação entre o indivíduo e sua vida financeira deve ser diagnosticada como maníaco-depressiva.


3. Se você se identifica com um dos tipos descritos acima, ou é próximo de alguém que se encaixa em algum desses perfis, chegou a hora de agir. A nossa proposta é simples: servir de guia no processo de diagnóstico, aceitação e aniquilação do vício. Desde já, uma coisa deve ficar bem clara: a idéia não é renunciar ao dinheiro. Quem diz que dinheiro não tem importância nunca passou por um aperto. Todo mundo precisa de dinheiro. A maioria das pessoas gostaria de ter mais do que tem. A solução, porém, nem sempre é ter mais. É, antes, usar melhor aquilo que se tem.


4. O que é um vício financeiro? É a sensação de desconforto e de descontrole em toda situação que envolva dinheiro. É alimentar hábitos e atitudes nocivas na arena financeira. É a sensação de impotência no trato com a moeda, como se a gente estivesse embriagado ou vivendo uma ressaca das feias. E, quando isso acontece, perdemos o controle dos nossos atos e deixamos de agir racionalmente. É uma embriaguez que obedece a um ciclo próprio de ansiedade, excessos, alívio momentâneo e uma sensação de remorso. Em seguida vem um período de abstinência ou controle sobre a situação até que a angústia volte. E, com ela, a repetição do velho ciclo.


5. Muita gente sofre do vício do dinheiro sem saber. Há quem ache que não consegue dar certo na vida porque é desajustado ou porque não tem força de vontade. E nem se dá conta de que são seus vícios financeiros que dificultam o caminho para a prosperidade.


6. Para o viciado, o dinheiro é como um entorpecente que serve para abafar um problema, aumentar a auto-estima ou se sentir aceito. O vício do dinheiro é muito parecido com o alcoolismo. É um distúrbio que isola a pessoa. Muitos viciados financeiros têm pavor de revelar seus problemas relacionados a dinheiro. É tamanho o medo de se abrir que a pessoa se afasta, leva uma vida alheia aos outros. Por trás do vício, está o sonho de que o dinheiro vai consertar tudo em nossa vida. Vai trazer felicidade. Só que o vício persiste mesmo quando há dinheiro de sobra.


7. Quem tem um vício do dinheiro? Há uma série de comportamentos que não deixam dúvida. Quem perde o humor por causa de dinheiro. Quem tem sempre a mesma reação descontrolada quando falta ou sobra dinheiro. Quem briga sempre por dinheiro. Quem compra e esconde. Quem só pensa em dinheiro. Quem gasta mais do que tem. Quem mente sobre sua situação financeira. Quem cobra menos do que merece. Quem escolhe relacionamentos pela situação financeira do outro. Quem já é rico e continua a se sentir pobre. Quem foi criado para confundir dinheiro com respeito, com o diabo, com amor, com sexo, para encarar o dinheiro como tabu ou defesa.


8. Primeiro é preciso reconhecer qual é o seu problema. Neste Programa de Desintoxicação Financeira identificamos cinco personalidades com vícios do dinheiro: o gastador compulsivo, o caçador de ilusões, o conformista, o defensor da pobreza e o muro de arrimo. Se você responder sim a pelo menos três perguntas ligadas a cada personalidade, provavelmente tem algum dos vícios do dinheiro. Uma vez feito o diagnóstico, é hora de encarar um programa de 90 dias para jogar luz sobre a sua situação financeira, solucionar o que houver de errado nela e chegar a um estado de equilíbrio monetário, emocional e espiritual. Nossa meta é a solvência financeira e pessoal. É a busca do equilíbrio, da liberdade.


9. GASTADOR COMPULSIVO. Você esconde suas compras? Vai da excitação ao remorso ao comprar algo? Pensa mais em gastar do que em ganhar dinheiro? Estoura o limite do cartão? Compra, impulsivamente, coisas desnecessárias ou além das suas possibilidades? Justifica extravagâncias financeiras como indispensáveis aos negócios? Sempre gasta mais do que o planejado? Avança sempre sobre a poupança ou nem sequer tem um pé-de-meia? Faz piada com o excesso de bugigangas que possui?


10. O compulsivo gasta para aplacar um desconforto físico causado por emoções fortes, tanto positivas quanto negativas. No caso, o consumo desenfreado encobre um medo, um sentimento de inferioridade, uma sensação de inadequação, uma grande ansiedade. É o caso da mulher que, mesmo com o guarda-roupa lotado, precisa sempre de uma roupa nova para se sentir feliz. Em vez de admitir o medo de não ser aceita pelo outro, acaba usando a velha desculpa: estou sem roupa. Esse medo que aprisiona a pessoa num hábito nocivo é a compulsão.


11. Para o compulsivo, uma situação financeira equilibrada chega a ser incômoda. Afinal, a crise é um mal conhecido, com o qual a pessoa sabe lidar. O vício do dinheiro vira um vício da crise. Para quem gasta de forma saudável, ficar sem dinheiro de vez em quando é uma situação chata, mas normal. Para o compulsivo, é a deixa para um novo ciclo de ansiedade, de consumo desvairado, de remorso, de angústia. E, para acabar com a angústia, nada melhor do que gastar e gastar.


12. Será? Comprar uma blusa vai acabar com o complexo de inferioridade? Quem consome sem parar está em busca de uma sensação de poder, ainda que falsa. É a ilusão do "compro, logo existo", em grande parte martelada na nossa cabeça pela mídia e pela publicidade incentivando a doença do consumismo. A noção de que auto-estima e poder de compra andam lado a lado é uma lavagem cerebral diária. Mas é verdade? Uma pessoa precisa ser respeitada pelo que ela é, e não pelo que tem ou pelo que veste. Auto-estima é se preservar, não se deixar manipular. Em vez de perseguir uma quimera, é preciso fortalecer o caráter. Comprar sem parar enfraquece, não fortalece.


13. CAÇADOR DE ILUSÕES. Você acha que o mundo lhe deve seu sustento? Fica com o humor abalado quando alguém questiona seus projetos? Espera um tratamento especial quando é incapaz de honrar seus compromissos financeiros? Fica por baixo quando um negócio da China rende menos que o previsto? Precisa sempre tirar a sorte grande? Negligencia suas finanças no dia-a-dia porque um grande negócio virá salvá-lo em breve? Torra o dinheiro que ainda não entrou? É alvo de chacota por estar sempre no trabalho?


14. Mas o que é uma ilusão nesse contexto? É algo que muda tudo. É a idéia grandiosa que vai nos deixar rico, o emprego que vai pagar o dobro, o triplo. É uma invenção nova, é um cliente novo, a informação privilegiada que vai abrir portas. É ganhar na loteria.


15. O caçador de ilusões, na nossa opinião, opera com valores dificílimos de mudar. É uma pessoa que usa a desculpa da ambição para esconder algo muito mais nocivo, para o corpo e para a alma: o vício da vingança. Vingança no sentido de mostrar ao mundo seu valor, mostrar que, com a tão sonhada bolada, finalmente o respeito dos outros será merecido. Na mente do caçador de ilusões, dinheiro soluciona tudo: dinheiro traz amor, respeito, felicidade. Muitas vezes, o vício está presente na pessoa que trabalha sem parar, no "workaholic". É outro nó difícil de desatar: muito viciado em trabalho parece ser uma pessoa normal que só é mais dedicada ao emprego.


16. O caçador de ilusões é inteligente e intuitivo. É alguém que notou, logo cedo, a diferença entre quem tem e quem não tem dinheiro e sabe bem de que lado quer estar. Veja bem: ninguém condena a ambição. É bom sonhar alto, mas sem sofrer ou causar sofrimento por isso. O vício numa meta financeira, numa cifra qualquer que vá solucionar todos os problemas da vida, é o vício da procrastinação emocional. Quando tiver tanto, vou fazer isso e aquilo. Não. É preciso viver o hoje. Trabalhar e sonhar, mas com os pés no chão.


17. CONFORMISTA. Você vê no salário o único ponto positivo do emprego que tem? Trabalha em algo oposto aos seus valores? Reserva pouco dinheiro para o lazer? Desiste sempre de novos projetos? Lamenta sempre o que poderia ter sido ou feito mas não foi? É uma pessoa apática? Fica triste com o teor desse questionário?


18. Dos vícios do dinheiro, o do conformista é o mais sutil. Logo, é o mais difícil de diagnosticar. Seu comportamento não traz um desvio gritante. É uma pessoa apática, incapaz de concretizar seus sonhos, incapaz muitas vezes de definir quais são eles. Sua vida é ditada pelas expectativas de terceiros, como o caso daquelas pessoas que escolhem a profissão para agradar ao pai ou à mãe.


19. O conformista nem parece viciado em dinheiro. É como um alcoólatra discreto: nunca cai de bêbado, mas também nunca está totalmente sóbrio. Sua vida é tomada por um desespero calado, pela incapacidade de precisar o que realmente traria satisfação, prazer, felicidade. Ou pela incapacidade de agir por medo das conseqüências, sobretudo financeiras. Em geral, é gente às portas da depressão

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20. Para o conformista, o primeiro passo da recuperação pode ser a revolta. Pode ser a canalização da ira acumulada ao longo dos anos, que tem vazão quando ele percebe que a vida até então desperdiçada é a vida dele e de mais ninguém. É preciso redirecionar nossa energia para aquilo que realmente nos satisfaz. Um passo importante é o exercício. Exercício físico mesmo. Isso acaba com a apatia. Depois, é hora de exercitar os sonhos, as aspirações. É preciso fazer, todo dia, algo que nos traga prazer. Lembre-se: o tempo não espera ninguém.


21. DEFENSOR DA POBREZA. Você acha que ser pobre é uma virtude? Esquece de cobrar aquilo que lhe devem? Acha que a pobreza tem mais em comum com a espiritualidade do que a riqueza? Gasta o que tem com os outros, nunca com você mesmo? Cobra menos do que seu trabalho merece ou sente culpa ao pedir remuneração por seus serviços? Se priva de coisas que tem condições de ter? Mora mal ou se veste mal porque acha tudo isso supérfluo?


22. Muitas vezes, o vício do dinheiro causa repulsão à moeda. Para fugir do materialismo da sociedade moderna, a pessoa adota um estilo de vida monástico, onde nenhum prazer, por menor que seja, é permitido. A droga, aqui, é a sensação de santidade e virtude que uma vida de privações traz ao indivíduo. E ele mal percebe que sua vida continua controlada pelo dinheiro como a do resto da humanidade. Em vez de tentar mudar o que acha injusto, a pessoa prefere manter distância, atitude própria de quem se sente superior ao meio.


23. Mas, apesar de muitas vezes se sentir superior por ter uma vida frugal, quem tem o vício da pobreza paradoxalmente é uma pessoa que está sempre se lamentando. Tem uma postura derrotista. Acha que não vale a pena lutar porque nada dará certo, e vive sublimando seus sonhos. É a desculpa mais fácil para não fazer na vida aquilo que o seu potencial permite, para o prazer que é viver, para o prazer da aventura.


24. Um viciado em pobreza precisa cortar o elo entre a virtude e a privação. Precisa parar e pensar naquilo que lhe dá prazer e se permitir uma dose disso. Precisa pôr fim ao estado de anorexia financeira. Precisa se mimar um pouco, parar de encarar a vida como um sacrifício. Precisa ter fé num futuro melhor.


25. MURO DE ARRIMO. Você dá seu aval a planos mirabolantes mesmo quando duvida deles? Costuma pensar em saídas para manter sua estabilidade financeira dentro do relacionamento? Fala para o companheiro que tem menos dinheiro do que tem? É deliberadamente vago sobre o destino de seu dinheiro para que o outro não queira uma fatia do bolo? Teme que sua família ou seus sócios vejam em você um mero caixa automático? Tem medo de dizer não para o outro quando o assunto é dinheiro? Se vê na obrigação de supervisionar os gastos do outro?


26. A família de um alcoólatra costuma sofrer com o vício. A de um viciado do dinheiro, também. Muitas vezes, quem está próximo do viciado contribui, ainda que involuntariamente, para agravar o problema. É o caso do marido que "tolera" a febre consumista da mulher, ou da mulher que arranja um segundo emprego para sanear as contas da família. No final, isso só alimenta o ciclo de irresponsabilidade do vício.


27. O muro de arrimo de um viciado do dinheiro sofre. Sofre pelo excesso de preocupação, sofre porque tenta controlar o vício do outro, sofre porque coloca em jogo sua própria sanidade mental e financeira, sofre ao tentar reprimir a raiva acumulada em virtude do problema. Sofre, mas consente. Para muitos, é difícil sair da situação. O muro de arrimo acaba, ele mesmo, viciado na condição de tábua de salvação. Afinal, é um afago no ego saber que alguém depende da gente.


28. Para o muro de arrimo, dar um basta vai parecer um gesto egoísta. Egoísmo, porém, é não interromper um ciclo que nos prejudica e só contribui para um vício que mais cedo ou mais tarde vai acabar arruinando o outro. É hora do basta.


29. Você tem algum dos vícios do dinheiro? Ou conhece alguém que tenha? O programa que desenvolvemos resolverá o seu problema. E, mesmo que você não se considere um "viciado" ou que só tenha identificado um pequeno desvio, vá em frente. Ele será útil para você também. Nosso programa de desintoxicação financeira dura 90 dias. Em geral, é o período de tempo que uma pessoa leva para se livrar de um hábito nocivo. Nesse caso, não é diferente. A idéia do programa é interromper o ciclo do vício financeiro, avaliar o estrago causado e partir para uma solução rápida. São 12 semanas de programa.


30. O primeiro mês é dedicado a um levantamento geral de tudo aquilo que você ganha e gasta. Sem isso, não há como avançar para uma situação de equilíbrio. No segundo mês, a meta é encarar sua realidade financeira como ela é: quanto você ganha? Quanto você gasta? A situação atual é insustentável? Se é, como resolver o problema? No terceiro mês, é hora de agir. Ciente dos hábitos e vícios que trazia até ali, a pessoa parte para a mudança. Encara o desafio, faz planos, traça metas de longo prazo, vai à luta. No final, foi reservado um período de seis dias para o recuperado ponderar o progresso feito e pensar, novamente, naquilo que deseja do futuro.


31. Cada etapa traz uma série de atividades e exercícios. Não se sinta ridículo, não questione a utilidade do programa: siga as instruções e veja o resultado positivo no final. Não se esqueça, nunca, de que o problema tem solução. Nem sempre é uma solução fácil. Mas com seu empenho, e nosso programa, a saída está a seu alcance.


32. PRIMEIRA SEMANA. Para saber exatamente qual é a sua situação financeira, nada melhor do que anotar todo o dinheiro que entra e todo o que sai, nos mínimos detalhes. É um exercício simples, mas que dá medo. É o fim da mentira, da fuga. Sem ele não há como progredir. É hora de começar.


a) Anote diariamente, numa agenda, caderninho ou numa folha apropriada, tudo o que gastar e receber, por menor que seja a quantia. Todo dia, durante os três meses.
b) Deixe o julgamento de lado. Aqui, não importa justificar seus atos. A meta é descobrir de onde vem e para onde vai seu dinheiro.
c) Peça uma trégua. Deve mas não pode pagar agora? Avise os credores: é melhor do que sumir sem explicar.


33. SEGUNDA SEMANA. Sem abstinência, fica difícil sair do atoleiro. Cada dívida que você deixa de contrair é um peso a menos no bolso. Esqueça o cheque pré-datado, as compras no cartão, o fiado na padaria. Não gaste o que não tem. Prepare seu espírito para enfrentar uma crise de abstinência.
a) Não faça dívidas. Se fizer, anote quando e quanto foi, o motivo da despesa e até mesmo seu estado de espírito no momento.
b) Faça uma lista de conhecidos que gastaram sem parar até se atolar completamente em dívidas.
c) Analise seu padrão de endividamento. Você torra o salário antes de receber? Estoura o limite do cheque especial, do cartão de crédito? Trabalha por menos do que merece? Pega dinheiro emprestado de amigos?
d) Faça algum exercício físico. Tente fazer caminhadas diárias de 20 minutos ao longo dos três meses do programa.
e) Tome um banho bem quentinho para conter a ansiedade.
f) Cheque o bloco de anotações: esqueceu de registrar alguma despesa?


34. TERCEIRA SEMANA. É hora de analisar qual é o seu comportamento em relação ao dinheiro. Seja honesto consigo mesmo. A idéia, aqui, é revelar os pontos fortes e os pontos fracos da sua vida financeira.
a) Anote, num caderno, cinco ocasiões em que você se sentiu impotente diante de uma despesa, de uma situação envolvendo dinheiro.
b) Relacione cinco medidas que você tomou para controlar seus gastos.
c) A questão financeira contribui para outros vícios que você porventura tenha?
d) Alguém deve dinheiro a você? Se deve, tome alguma medida para receber o que é seu.
e) Faça uma lista de tudo aquilo que você estaria disposto a vender.
f) Compute todas as suas dívidas.
g) Faça uma lista de dez coisas que gosta de fazer, de dez coisas que gostaria de fazer e de dez coisas que queria ter mas não tem.


35. QUARTA SEMANA. O momento é de estabelecer seus limites. Respire fundo e anote num caderno toda situação financeira que o tira do eixo, toda linha que você se recusa a ultrapassar. Pode ser, por exemplo, tomar dinheiro emprestado do parceiro ou estourar o limite do cartão. Cada um tem seu limite.
a) Faça uma lista com tudo aquilo que o envergonha: passar cheques sem fundo, pegar dinheiro emprestado de amigos, deixar de presentear alguém numa data especial, pagar contas na última hora, não pedir um aumento por medo etc.
b) Se conseguisse, o que não voltaria jamais a fazer? Qual é o seu limite? Tenha essa lista sempre em mãos para segui-la à risca.


36. QUINTA SEMANA. Com os dados anotados diariamente, já dá para criar seu mapa financeiro. Você gasta naquilo que realmente importa, naquilo que realmente o satisfaz? Muita gente descobre, nesse ponto, que ganha o suficiente para levar uma vida confortável. Só que gasta errado.
a) Categoria por categoria, some suas despesas para cada semana. Depois, compute o total no mês.


37. SEXTA SEMANA. Chegou a hora de buscar apoio. Nessa altura do processo de desintoxicação, é vital dividir a experiência com um grupo que entenda seu problema e que não esteja envolvido com ele. Ou então que tenha passado pela mesma situação e tenha conseguido superá-la. Sem apoio, muitos voltam ao estado de negação do problema.
a) Tente participar de uma reunião de um grupo como o Devedores Anônimos ou o Alcoólicos Anônimos (ainda que bebida não seja seu problema, o processo de recuperação muitas vezes traz dicas úteis).
b) Leia de novo a descrição de cada vício financeiro e veja se você se encaixa em algum deles agora.
c) Sabe de gente que esteja na mesma situação que a sua? Que tal recomendar o mesmo grupo de apoio que você participa?


38. SÉTIMA SEMANA. Não raro, é preciso abrir o jogo com alguém próximo para que a realidade fique palpável. É difícil, mas revelar seus problemas financeiros para a pessoa certa ajuda, e muito. Procure alguém que não o condene, mas que tenha sensatez para não compactuar com seus vícios. Pode ser um amigo, um psicólogo, um parente ou mesmo seu cônjuge. Se preferir, escolha um padrinho ou madrinha no seu grupo de apoio.
a) Numa lista, coloque todo conhecido que seja uma pessoa sensata. Escolha uma e tente se abrir com ela.
b) Lembre-se: você quer a opinião da pessoa, mas também tem as suas.
c) Seja honesto com você mesmo. Confie em seu julgamento na hora de escolher alguém. Mas, se perceber que escolheu a pessoa errada, procure outra.


39. OITAVA SEMANA. Para se sentir seguro financeiramente, é preciso contar com uma poupança. E, para ter a consciência livre, é preciso pagar aquilo que deve. Sem isso, não há auto-estima que resista. Chegou a hora de planejar sua poupança e a quitação de dívidas.
a) Relacione cinco episódios de constrangimento financeiro pelos quais você passou. Existe um padrão discernível neles?
b) Para cada episódio acima, enumere um lado positivo do seu caráter. Todo mundo tem um lado negativo e um positivo.
c) Faça uma lista de gente para quem você deve. Estabeleça uma data para entrar em contato com todos, ainda que não esteja em condições de quitar a dívida no momento. Não faça promessas impossíveis, apenas estabeleça um contato. É difícil, mas imprescindível.
d) Discuta com a pessoa escolhida para ouvir seus problemas financeiros um cronograma de pagamento dessas dívidas.
e) Dá para vender ou trocar alguma coisa para pagar a dívida?
f) Faça algo simbólico para animar seu espírito. Para alguns, o mero ato de abastecer a geladeira já serve.
g) Abra uma poupança e passe a depositar uma quantia todo mês.


h) Faça uma lista de dívidas quitadas. Comemore cada pagamento (sem se endividar, é claro).
40. NONA SEMANA. Volte ao mapa financeiro. Agora é hora de priorizar os gastos segundo o grau de necessidade e satisfação de cada categoria. Disso, surge um plano de prosperidade para o futuro. Seu plano será ajustado a suas necessidades, suas prioridades e seus vícios.
a) Está trabalhando? Ótimo! Se não está, é hora de achar um emprego.
b) Avalie a tabela de seus gastos mensais e veja em que categoria é possível economizar e em que categoria é preciso investir mais.
c) Faça uma lista de atividades que gostaria de ter.
d) Se pudesse ser outra coisa na vida, o que seria? Médico, advogado, bailarino, astronauta?
e) É possível encaixar alguma dessas vidas na sua? Que tal, por exemplo, aprender a dançar?
f) Na vida, o que é importante para você em termos de valores? Faça uma lista e discuta os tópicos com seu conselheiro ou conselheira.
g) Imagine uma situação em que você tenha tudo o que deseja. Como seria?
h) Relacione 20 coisas que lhe dão prazer (e a última vez em que provou cada uma delas). Qual é o custo de cada uma?


41. DÉCIMA SEMANA. Estabeleça, por escrito, o tempo dedicado - ou que gostaria de dedicar - a cada atividade do seu dia-a-dia. É um jeito de assumir o controle sobre o tempo, ou sobre a falta dele. É um cronograma que simboliza nossos ideais e nos protege de atividades indesejadas.
a) Faça uma tabela com a distribuição atual de seu tempo entre todas as atividades de seu dia.
b) Quanto tempo sobra para você? Quanto tempo você supostamente perde? Como mudar a situação?
c) Faça uma nova tabela, dessa vez com as mudanças que gostaria de ver. Tenha a tabela sempre em mãos.
d) Inclua alguma forma de lazer na tabela e faça a atividade.
e) Planeje alguma atividade em família. Coloque-a na tabela.
f) Confira o cronograma com seu (sua) conselheiro (a) para assuntos financeiros.


42. DÉCIMA PRIMEIRA SEMANA. O caminho da recuperação é acidentadíssimo. Uma recaída deve ser vista como um passo inevitável na conquista da estabilidade. Mas não se deixe iludir pela falsa sensação de solvência. Você já sabe quanto gasta, quanto ganha, quanto deve. Está agindo. Continue firme.
a) Relacione qualquer sinal de recaída. Exemplo: voltar a comprar apenas por impulso, deixar de abrir a correspondência que possa trazer más notícias financeiras, deixar de anotar seus gastos diários, ir às compras para compensar alguma sensação negativa etc.
b) Relacione qualquer sinal de que você continua firme no caminho da estabilidade.
c) Confira, ainda que uma vez por semana, o noticiário financeiro. Só para ficar por dentro.
d) Adote medidas de "segurança" antes de comprar algo: confira preços, pense bem antes de comprar, veja se o artigo é essencial.
e) Comece a pensar na compra da casa própria, do carro, do computador. Busque informações sobre como chegar lá. Escolha um bem que se encaixe em suas necessidades.


43. DÉCIMA SEGUNDA SEMANA. Mesmo um problema financeiro pode ter uma saída espiritual. Não necessariamente religiosa, mas espiritual. Algo que traga força à pessoa, às suas convicções, que reforce a idéia de que a solvência financeira é o caminho certo. De que dinheiro é bom, mas não é tudo.
a) Você acredita em Deus ou em alguma força superior?
b) Se herdou uma religião do berço, qual a relação entre dinheiro e sua crença?
c) Existe algum conceito alternativo de divindade que o atraia?
d) Dê uma volta pelo bairro. Caminhar é uma bela forma de entrar em contato com o que vai na nossa alma.
e) Em todas as situações difíceis tenha sempre em mente a Oração da Serenidade:
T- "Concedei-me Senhor, a SERENIDADE necessária para aceitar as coisas que não posso modificar; CORAGEM para modificar aquelas que posso, e SABEDORIA para distinguir umas das outras. Seja feita Vossa vontade, não a minha".


GRUPO LONDRINA DE DEVEDORES ANÔNIMOS
Reuniões: segunda-feira às 19 horas na Catedral Metropolitana.
Endereço para correspondência: Travessa Pe. Eugênio Herter, 33
Fone (43) 3324-5255 – CEP 86010-120 – Londrina – PR.
E-mail: devedores@pop.com.br